{"id":2301,"date":"2020-06-02T10:50:49","date_gmt":"2020-06-02T10:50:49","guid":{"rendered":"https:\/\/covid360.unl.pt\/?p=2301"},"modified":"2020-06-02T11:05:29","modified_gmt":"2020-06-02T11:05:29","slug":"vulnerabilidade-das-pessoas-idosas-com-doenca-aguda-ha-particularidades-na-covid-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/covid360.unl.pt\/?p=2301","title":{"rendered":"Vulnerabilidade das Pessoas Idosas com Doen\u00e7a Aguda. H\u00e1 Particularidades na COVID-19?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-small-font-size\"><em>2 jun 2020<\/em><\/p>\n\n\n<p><em><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-2303 alignleft\" src=\"https:\/\/covid360.unl.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/amalia-botelho-2junho.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"180\"><strong>Am\u00e1lia Botelho<sup>1,2,a<\/sup>, Bruno Maur\u00edcio<sup>1,b<\/sup>, C\u00e1tia Santos<sup>1,c<\/sup>, C\u00e9sar Magro<sup>1,d<\/sup>, Isabel Pulido Valente<sup>1,2,a<\/sup>, Miguel Marques Ferreira<sup>1,2,b<\/sup><\/strong><br><\/em><\/p>\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><em>1 &#8211; Nova Medical School (NMS) UC do MIM \u201cO Doente Idoso\u201d; 2 &#8211; Comprehensive Health Research Centre (CHRC)<\/em><br><em>a &#8211; Medicina Interna; b &#8211; Medicina Geral e Familiar; c &#8211; Psiquiatria; d &#8211; Fisiatria<\/em> <\/p>\n\n\n\n<div style=\"clear:both; \"><\/div>\n<div style=\"margin-top:2rem;\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong>1. Vulnerabilidades das pessoas idosas com doen\u00e7a aguda<\/strong><br>A vulnerabilidade das pessoas idosas perante doen\u00e7a aguda deve-se a uma variedade de factores, pelo que consideramos indispens\u00e1vel a sua valoriza\u00e7\u00e3o na actua\u00e7\u00e3o cl\u00ednica. Analisamos, de seguida, determinados factores pessoais que contribuem para essa vulnerabiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>\u2022 Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 <strong>idade<\/strong>, h\u00e1 que ter em conta que com o seu avan\u00e7o h\u00e1 abrandamento metab\u00f3lico e diminui\u00e7\u00e3o das reservas do organismo, assim como dos mecanismos de controlo e de defesa. O resultado do efeito biol\u00f3gico do avan\u00e7o em idade \u00e9 uma menor capacidade de resposta a agress\u00f5es, entre elas, as doen\u00e7as agudas.<br>\u2022 Quanto ao <strong>sexo<\/strong>, diferen\u00e7as no comportamento de g\u00e9nero t\u00eam desfavorecido a sa\u00fade nos homens, em parte devido a uma certa falta de procura de acompanhamento cl\u00ednico e tend\u00eancia para h\u00e1bitos de vida com efeitos negativos. Esses comportamentos poder\u00e3o estar associados a situa\u00e7\u00f5es de doen\u00e7a cr\u00f3nica, com compromisso n\u00e3o \u00e9 conhecido pelos pr\u00f3prios, vulnerabilizando<br> os homens se surge doen\u00e7a aguda.<br>\u2022 A menor resist\u00eancia biol\u00f3gica associada \u00e0 idade tem sido estudada como o conceito de <strong>fragilidade<\/strong>. Verificou-se que a fragilidade \u00e9 um factor independente para resultados negativos em sa\u00fade e que a identifica\u00e7\u00e3o da sua presen\u00e7a permite evidenciar vulnerabilidades e monitorizar resultados terap\u00eauticos.<br>\u2022 Associadas ao processo degenerativo de envelhecimento surgem doen\u00e7as de evolu\u00e7\u00e3o cr\u00f3nica, com frequ\u00eancia duas ou mais, situa\u00e7\u00e3o que designamos como <strong>multimorbilidade<\/strong>. S\u00e3o comuns doen\u00e7as m\u00fasculo-esquel\u00e9ticas, como a osteoartrose e a osteoporose; doen\u00e7as metab\u00f3licas e end\u00f3crinas, como a diabetes mellitus, o hipotiroidismo e a desnutri\u00e7\u00e3o; doen\u00e7as cardiovasculares, como a hipertens\u00e3o arterial, a doen\u00e7a coron\u00e1ria e cerebrovascular; doen\u00e7as neurodegenerativas, como a dem\u00eancia, o parkinsonismo; doen\u00e7as psiqui\u00e1tricas, como a depress\u00e3o e a ansiedade; ou doen\u00e7as imunol\u00f3gicas, como neoplasias e doen\u00e7as autoimunes; entre outras. A multimorbilidade tem rela\u00e7\u00e3o direta com a fragilidade e a mortalidade, pelo que em situa\u00e7\u00e3o de sobreposi\u00e7\u00e3o com doen\u00e7a aguda aumenta a vulnerabilidade da pessoa.<br>\u2022 Em rela\u00e7\u00e3o aos tratamentos prolongados que s\u00e3o necess\u00e1rios, estes comportam com frequ\u00eancia um n\u00famero consider\u00e1vel de medicamentos, ou <strong>polimedica\u00e7\u00e3o<\/strong>. Os regimes de tratamento, tanto o tratamento regular como o interposto perante uma doen\u00e7a aguda, requerem a vigil\u00e2ncia de poss\u00edveis interac\u00e7\u00f5es entre medicamentos, assim como de contraindica\u00e7\u00f5es dos que n\u00e3o devem<br> ser receitados a pessoas idosas ou em certas doen\u00e7as, por risco de efeitos indesej\u00e1veis potencialmente graves.<br>\u2022 Perante uma <strong>doen\u00e7a aguda<\/strong> em pessoas idosas, \u00e9 muito poss\u00edvel que as suas manifesta\u00e7\u00f5es sejam mais pobres ou at\u00edpicas, quando comparadas com pessoas adultas. S\u00e3o exemplo de manifesta\u00e7\u00f5es at\u00edpicas sintomas n\u00e3o relacionados directamente com os \u00f3rg\u00e3os em sofrimento, como fraqueza, confus\u00e3o mental, ingest\u00e3o alimentar reduzida ou recusa alimentar, tonturas, entre outras. Perante doen\u00e7a aguda sem ou com poucas manifesta\u00e7\u00f5es, os diagn\u00f3sticos s\u00e3o dificultados e pode aumentar a morbilidade aguda e a subjacente, bem como a mortalidade.<br>\u2022 A presen\u00e7a de <strong>depend\u00eancia ou incapacidade<\/strong> em uma ou mais actividades do quotidiano, com necessidade de recurso a terceiros para a sua realiza\u00e7\u00e3o, sejam autocuidados ou actividades de autossufici\u00eancia para se viver sozinho, est\u00e1 associada a doen\u00e7as e a les\u00f5es com sequelas. Por comprometerem a participa\u00e7\u00e3o natural e revelarem vulnerabilidades, \u00e9 vantajosa a pesquisa por rotina de dificuldades na realiza\u00e7\u00e3o das actividades di\u00e1rias.<br>\u2022 A ocorr\u00eancia de<strong> h\u00e1bitos inadequados<\/strong> \u00e9 factor prevalente e pejorativo, que prejudica o equil\u00edbrio metab\u00f3lico e as defesas org\u00e2nicas, e poder\u00e1 sinalizar altera\u00e7\u00f5es de sa\u00fade agudas ou cr\u00f3nicas. S\u00e3o importantes dados sobre alimenta\u00e7\u00e3o, exerc\u00edcio f\u00edsico, consumo regular de tabaco, \u00e1lcool, e outras subst\u00e2ncias psicoactivas, ou perturba\u00e7\u00e3o do sono. Dada a sua origem multifactorial, os diversos factores envolvidos nas causas e consequ\u00eancias de h\u00e1bitos nefastos dever\u00e3o ser pesquisados e revertidos, se\/quando poss\u00edvel.<br>\u2022 Os factores de <strong>contexto social <\/strong>t\u00eam impacto relevante na sa\u00fade. Entre eles, real\u00e7amos que o isolamento social condiciona precaridade na vigil\u00e2ncia natural do curso de vida, a pouca informa\u00e7\u00e3o, ou dificuldade em compreend\u00ea-la, dificulta um percurso com condutas esclarecidas e saud\u00e1veis, e que dificuldades econ\u00f3micas limitam aquisi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias, como as relacionadas<br> com sa\u00fade e alimenta\u00e7\u00e3o, assim como escolhas importantes para uma vida com sentido. Os factores de natureza social s\u00e3o de valorizar sempre, como podendo ser favor\u00e1veis ou desfavor\u00e1veis e interferindo na pessoa como um todo e na sua de sa\u00fade.<br>\u2022 Para o enquadramento global da pessoa, tem import\u00e2ncia a sua <strong>espiritualidade<\/strong>, entendida no sentido de sentimento de perten\u00e7a a uma ordem universal, seja ou n\u00e3o modelada por orienta\u00e7\u00f5es de determinada religi\u00e3o e respectiva pr\u00e1tica, conferindo relativiza\u00e7\u00e3o e confian\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vida e aos acontecimentos. Em compara\u00e7\u00e3o com as que a vivenciam, ter\u00e3o menor resili\u00eancia pessoas que n\u00e3o sentem espiritualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A vulnerabilidade global de uma pessoa, em determinado momento, resulta do efeito cumulativo das vulnerabilidades devidas ao estado desfavor\u00e1vel de diversos factores biol\u00f3gicos e psicossociais. A valoriza\u00e7\u00e3o da vulnerabilidade global de uma pessoa \u00e9 indispens\u00e1vel na actua\u00e7\u00e3o cl\u00ednica em pessoas idosas, tanto em seguimento regular como em situa\u00e7\u00f5es de doen\u00e7a aguda.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2. Particularidades da vulnerabilidade nas pessoas idosas com COVID-19<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.1.Dados conhecidos<\/strong><br>Dos dados divulgados sobre a COVID-19, podemos constatar que a vulnerabilidade descrita est\u00e1 associada a fatores pr\u00f3prios de uma doen\u00e7a aguda em pessoas idosas, no entanto, <strong>a COVID-19 apresenta elevada gravidade perante factores de vulnerabilidade comuns nas doen\u00e7as agudas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Aos factores previamente elencados, esta doen\u00e7a acrescenta uma particularidade atualmente inultrapass\u00e1vel. A falta de imuniza\u00e7\u00e3o para a COVID-19, como a que \u00e9 recomendada para a gripe sazonal, exp\u00f5e as vulnerabilidades existentes sem a possibilidade de serem minoradas pelo desenvolvimento de defesas.<\/p>\n\n\n\n<p>Designadamente, na COVID-19:<br>\u2022 Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 idade, verifica-se uma <strong>maior frequ\u00eancia de formas graves da doen\u00e7a e da mortalidade global nas faixas et\u00e1rias mais velhas <\/strong>(1,2);<br>\u2022 Quanto ao sexo, tem tamb\u00e9m sido demonstrado que o <strong>sexo masculino predomina nos casos graves e fatais<\/strong> da doen\u00e7a (2,3);<br>\u2022 Sobre a morbilidade e a influ\u00eancia de doen\u00e7as cr\u00f3nicas pr\u00e9-existentes no progn\u00f3stico das pessoas idosas infectadas com esta doen\u00e7a, <strong>as comorbilidades mais frequentemente encontradas<\/strong> s\u00e3o a hipertens\u00e3o arterial e outras entidades cardiovasculares, a diabetes mellitus e a patologia respirat\u00f3ria cr\u00f3nica (2,4), as quais<strong> contribuem para maior vulnerabilidade a formas graves da doen\u00e7a<\/strong> (4);<br>\u2022 No \u00e2mbito psicossocial, o impacto das medidas de distanciamento social implementadas no actual contexto pand\u00e9mico, com isolamento adicional dos mais velhos e empobrecendo a sua rede de suporte social, poder\u00e1 desencadear ou agravar condi\u00e7\u00f5es psicopatol\u00f3gicas, estando descritos o aparecimento de <strong>efeitos psicol\u00f3gicos negativos das medidas de distanciamento social <\/strong>como confus\u00e3o, raiva, ansiedade, frustra\u00e7\u00e3o, aborrecimento, medo de contrair a infec\u00e7\u00e3o e estigma, que poder\u00e3o ser duradouros (5).<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>2.2.Dados subestimados?<\/strong><br>A vulnerabilidade global de uma pessoa, resultante de um conjunto extenso de factores, tem uma influ\u00eancia que parece estar a ser subestimada na constata\u00e7\u00e3o da gravidade da COVID-19 em pessoas idosas.<strong><br><\/strong>Ter\u00e3o<strong> influ\u00eancia importante, direta e cumulativa, a presen\u00e7a de fragilidade biol\u00f3gica e de multimorbilidade<\/strong>. Ainda, outros factores de \u00e2mbito biol\u00f3gico, como a poss\u00edvel paucidade de manifesta\u00e7\u00f5es da pr\u00f3pria doen\u00e7a j\u00e1 instalada, a presen\u00e7a pr\u00e9via de depend\u00eancia ou incapacidade funcional, a eventualidade de uma alimenta\u00e7\u00e3o inadequada, sedentarismo, tabagismo, etilismo, ou consumo de outras subst\u00e2ncias psicoactivas e sono n\u00e3o reparador, devem ser pesquisados e, se poss\u00edvel, compensados.<br>A identifica\u00e7\u00e3o da eventual desfavorabilidade de <strong>factores de \u00e2mbito social<\/strong> contribuir\u00e1 para a consolida\u00e7\u00e3o da vis\u00e3o global pretendida. Aos factores isolamento, falta de informa\u00e7\u00e3o e dificuldades econ\u00f3micas previamente elencados, sobressaiu com a COVID-19 a resid\u00eancia em equipamentos sociais. A sua express\u00e3o, de gravidade extrema, dever-se-\u00e1 \u00e0 presen\u00e7a de muitos dos factores supramencionados, acrescidos da dificuldade em se proporcionar o distanciamento f\u00edsico necess\u00e1rio em situa\u00e7\u00e3o de doen\u00e7a aguda infecciosa altamente contagiante.<br>Ainda, a<strong> viv\u00eancia de espiritualidade<\/strong> poder\u00e1 constituir uma informa\u00e7\u00e3o complementar sobre a vis\u00e3o hol\u00edstica da pessoa, a integrar num plano de interven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Conclu\u00edmos considerando que, <strong>no sentido de minorar a gravidade da COVID-19 em pessoas idosas, \u00e9 da maior import\u00e2ncia fazer uma boa estimativa da sua vulnerabilidade<\/strong>, mediante a valoriza\u00e7\u00e3o e interven\u00e7\u00e3o nos fatores biol\u00f3gicos e psicossociais que, cumulativamente as vulnerabilizam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><strong>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS:<br>1. <\/strong>Liu K, Chen Y, Lin R, Han K. Clinical features of COVID-19 in elderly patients: A comparison with young and middle-aged patients. J Infect. 2020 Mar 27. pii: S0163-4453(20)30116-X. doi:  10.1016\/j.jinf.2020.03.005. [Epub ahead of print] Review. PubMed PMID: 32171866; PubMed Central PMCID: PMC7102640.<br><strong>2.<\/strong> Wu C, Chen X, Cai Y, Xia J, Zhou X, Xu S, Huang H, Zhang L, Zhou X, Du C, Zhang Y, Song J, Wang S, Chao Y, Yang Z, Xu J, Zhou X, Chen D, Xiong W, Xu L, Zhou F, Jiang J, Bai C, Zheng J, Song Y. Risk Factors Associated With Acute Respiratory Distress Syndrome and Death in Patients With Coronavirus Disease 2019 Pneumonia in Wuhan, China. JAMA Intern Med. 2020 Mar 13. doi: 10.1001\/jamainternmed.2020.0994. [Epub ahead of print] PubMed PMID: 32167524; PubMed Central PMCID: PMC7070509.<br><strong>3. <\/strong>Du Y, Tu L, Zhu P, Mu M, Wang R, Yang P, Wang X, Hu C, Ping R, Hu P, Li T, Cao F, Chang C, Hu Q, Jin Y, Xu G. Clinical Features of 85 Fatal Cases of COVID-19 from Wuhan: A Retrospective Observational Study. Am J Respir Crit Care Med. 2020 Apr 3. doi: 10.1164\/rccm.202003- 0543OC. [Epub ahead of print] PubMed PMID:32242738.<br><strong>4.<\/strong> Yang J, Zheng Y, Gou X, Pu K, Chen Z, Guo Q, Ji R, Wang H, Wang Y, Zhou Y. Prevalence of comorbidities in the novel Wuhan coronavirus (COVID-19) infection: a systematic review and meta-analysis. Int J Infect Dis. 2020 Mar 12. pii: S1201-9712(20)30136-3. doi: 10.1016\/j.ijid.2020.03.017. [Epub ahead of print] PubMed PMID: 32173574.<br><strong>5.<\/strong> Brooks SK, Webster RK, Smith LE, Woodland L, Wessely S, Greenberg N, Rubin GJ. The psychological impact of quarantine and how to reduce it: rapid review of the evidence. Lancet. 2020 Mar 14;395(10227):912-920. doi: 10.1016\/S0140-6736(20)30460-8. Epub 2020 Feb 26. Review. PubMed PMID: 32112714; PubMed Central PMCID: PMC7158942.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">*Artigo dispon\u00edvel em<a href=\"http:\/\/www.nms.unl.pt\/main\/alldoc\/galeria_imagens\/Vulnerabilidade_das_Pessoas_Idosas_com_Doen%C3%A7a_Aguda.__Am%C3%A1lia_Botelho_e_colaboradores___04-05-2020.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" nms.unl.pt (opens in a new tab)\"> nms.unl.pt<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-text-align-right has-small-font-size has-cyan-bluish-gray-color\">Photo by&nbsp;<a href=\"https:\/\/unsplash.com\/@skiathos?utm_source=unsplash&amp;utm_medium=referral&amp;utm_content=creditCopyText\">Skiathos Greece<\/a>&nbsp;on&nbsp;<a href=\"https:\/\/unsplash.com\/photos\/CeZypKDceQc?utm_source=unsplash&amp;utm_medium=referral&amp;utm_content=creditCopyText\">Unsplash<\/a> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>2 jun 2020 Am\u00e1lia Botelho1,2,a, Bruno Maur\u00edcio1,b, C\u00e1tia Santos1,c, C\u00e9sar Magro1,d, Isabel Pulido Valente1,2,a, Miguel Marques Ferreira1,2,b 1 &#8211; Nova Medical School (NMS) UC do MIM \u201cO Doente Idoso\u201d; 2 &#8211; Comprehensive Health Research Centre (CHRC)a &#8211; Medicina Interna; b &#8211; Medicina Geral e Familiar; c &#8211; Psiquiatria; d &#8211; Fisiatria 1. Vulnerabilidades das pessoas &#8230; <a title=\"Vulnerabilidade das Pessoas Idosas com Doen\u00e7a Aguda. H\u00e1 Particularidades na COVID-19?\" class=\"read-more\" href=\"https:\/\/covid360.unl.pt\/?p=2301\">Ler mais <span class=\"screen-reader-text\">Vulnerabilidade das Pessoas Idosas com Doen\u00e7a Aguda. 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