{"id":2575,"date":"2020-06-17T10:31:19","date_gmt":"2020-06-17T10:31:19","guid":{"rendered":"https:\/\/covid360.unl.pt\/?p=2575"},"modified":"2020-06-17T10:43:05","modified_gmt":"2020-06-17T10:43:05","slug":"a-causa-e-o-efeito-da-pandemia-da-desinformacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/covid360.unl.pt\/?p=2575","title":{"rendered":"A causa e o efeito da pandemia da desinforma\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-small-font-size\"><em>17 jun 2020<\/em><\/p>\n\n\n<p><strong><em><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-2576 alignleft\" src=\"https:\/\/covid360.unl.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/fakenews-covid.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"180\" \/> Pedro Laires e Carla Nunes<\/em><\/strong><em>**<\/em><strong><em><br data-rich-text-line-break=\"true\" \/><\/em><\/strong><span style=\"color: #000000;\"><em>Escola Nacional de Sa\u00fade P\u00fablica, Universidade NOVA de Lisboa<br \/><\/em><\/span><\/p>\n\n\n<p style=\"font-size:17.5px\" class=\"has-text-color has-very-dark-gray-color\"><br><em style=\"font-weight: bold;\">Se a desinforma\u00e7\u00e3o representa este risco, veloz e de grande alcance, n\u00e3o resta outra via que n\u00e3o a de uma incomplacente an\u00e1lise cr\u00edtica sobre a informa\u00e7\u00e3o que nos aborda. Uma que renuncie o quanto poss\u00edvel aos nossos vieses cognitivos e ao apelo da emo\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/em> <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">Napole\u00e3o teria estado mais pr\u00f3ximo de invadir Inglaterra&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/culture\/food\/the-plate\/2014\/10\/01\/history-lemons\/\" target=\"_blank\">n\u00e3o fosse a evid\u00eancia epidemiol\u00f3gica dispon\u00edvel \u00e0 data<\/a>&nbsp;[1]. Cerca de dois s\u00e9culos depois, numa altura em que a quantidade de informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o encontra precedente na hist\u00f3ria, um v\u00edrus invadiu r\u00e1pida e facilmente o mesmo pa\u00eds, muito a reboque de um governo&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2020\/03\/13\/mundo\/noticia\/reino-unido-desconfia-abordagem-europeia-travar-coronavirus-recusa-fecharse-casa-1907649\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (opens in a new tab)\">que preferiu ignorar o que o conhecimento epidemiol\u00f3gico indicava<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>A meio do s\u00e9culo XVIII, James Lind protagonizou o primeiro ensaio cl\u00ednico da hist\u00f3ria. Com recurso a elementos metodol\u00f3gicos ainda hoje utilizados nos ensaios cl\u00ednicos de vacinas para a covid-19, este m\u00e9dico ingl\u00eas demonstrou que o consumo de citrinos atrasa a progress\u00e3o do escorbuto [2]. Esta prova cient\u00edfica sustentou mais tarde a introdu\u00e7\u00e3o destes frutos na dieta da marinha brit\u00e2nica, permitindo assim uma maior perman\u00eancia no mar e uma linha de defesa mar\u00edtima que ter\u00e1 sido preponderante para recuar Napole\u00e3o nas suas ambi\u00e7\u00f5es. Em boa altura, algu\u00e9m no poder teve o discernimento necess\u00e1rio para considerar a prova epidemiol\u00f3gica que havia sido disponibilizada.&nbsp; &nbsp; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Este ano, o povo brit\u00e2nico n\u00e3o parece ter sido t\u00e3o amparado pelo discernimento. Preferindo ignorar o que a maioria dos dados cient\u00edficos indicavam, ou, pelo menos, escolhendo aqueles que mais lhe convinha adotar, o governo brit\u00e2nico tomou uma s\u00e9rie de decis\u00f5es que escancararam as portas do pa\u00eds ao coronav\u00edrus. Um impasse&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2020\/05\/06\/mundo\/noticia\/covid19-boris-johnson-regressou-parlamento-explicar-reino-unido-pais-europeu-mortes-1915423\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (opens in a new tab)\">que custou, em poucas semanas, mais de 30 mil mortos<\/a>, na dianteira dos piores resultados nesta pandemia, apenas suplantados pelos dos Estados Unidos, na\u00e7\u00e3o atualmente liderada por negacionistas. \u00c9 este&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2020\/03\/15\/ciencia\/noticia\/pandemia-novo-coronavirus-tambem-pandemia-desinformacao-1907707\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (opens in a new tab)\">o efeito nefasto da desinforma\u00e7\u00e3o<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Um s\u00e9culo depois da experi\u00eancia de Lind, noutra geografia, Ignaz Semmelweis demonstrou a import\u00e2ncia daquele que tem sido o h\u00e1bito mais frequente nos \u00faltimos tempos,&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (opens in a new tab)\" href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2020\/04\/05\/ciencia\/noticia\/homem-descobriu-lavar-maos-salvava-vidas-ridicularizado-1910146\" target=\"_blank\">nem mais nem menos do que lavar as m\u00e3os<\/a>. Este m\u00e9dico h\u00fangaro provou como um ato t\u00e3o corriqueiro pode salvar vidas, incont\u00e1veis. Para tal, basta t\u00e3o-somente seguirmos o que a melhor evid\u00eancia nos aponta e destrin\u00e7\u00e1-la da desinforma\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>As causas da desinforma\u00e7\u00e3o podem ser m\u00faltiplas, desde a manipula\u00e7\u00e3o do populista ao ato mais inconsciente do an\u00f3nimo que pretende tornar viral uma brincadeira de mau gosto. Pode similarmente derivar do senso comum (n\u00e3o necessariamente bom senso), tal como entendido por Bachelard, um engodo de explica\u00e7\u00f5es mais f\u00e1ceis, de continuidade com o pensamento vigente, que cristalizam o engano e atrasam o avan\u00e7o da ci\u00eancia (Semmelweis foi ridicularizado pelos pr\u00f3prios colegas e n\u00e3o viu em tempo de vida a aceita\u00e7\u00e3o da sua prova).<\/p>\n\n\n\n<p>Algo, por\u00e9m, \u00e9 menos diverso que as causas da desinforma\u00e7\u00e3o \u2013 a sua taxa de cont\u00e1gio! H\u00e1 n\u00e3o muito tempo, mas ainda na era \u201cpr\u00e9-covid-19\u201d, um grupo de investigadores do Massachusetts Institute of Technology publicou na prestigiada revista&nbsp;<em>Science<\/em>&nbsp;a velocidade de propaga\u00e7\u00e3o da mentira&nbsp;<em>online<\/em>,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2018\/03\/09\/ciencia\/noticia\/no-twitter-a-informacao-falsa-viaja-mais-depressa-do-que-a-verdadeira-1805903\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (opens in a new tab)\">para tal focando-se na rede social Twitter<\/a>. Em todos os par\u00e2metros examinados, as&nbsp;<em>fake news<\/em>, nomeadamente as relativas \u00e0 ci\u00eancia, propagam-se muito mais rapidamente do que as not\u00edcias verdadeiras e acabam por ter maior alcance e abrang\u00eancia. Os autores concluem ainda que esta \u201cvirul\u00eancia\u201d deve-se sobretudo \u00e0s pessoas, n\u00e3o aos algoritmos [3],&nbsp;que curiosamente parecem mais \u201cimparciais\u201d a espalhar as not\u00edcias. Os robots n\u00e3o sofrem de vieses cognitivos. Estudos confirmam que as pessoas privilegiam informa\u00e7\u00e3o que v\u00e1 ao encontro do que desejam ou que confirme as suas opini\u00f5es e cren\u00e7as pr\u00e9-existentes (vi\u00e9s de confirma\u00e7\u00e3o). Claro que na virul\u00eancia da desinforma\u00e7\u00e3o, emo\u00e7\u00f5es como o rep\u00fadio, o medo ou a surpresa s\u00e3o tamb\u00e9m vetores de transmiss\u00e3o de&nbsp;<em>fake news<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Muito h\u00e1 ainda por compreender sobre \u201cepidemiologia da desinforma\u00e7\u00e3o\u201d, mas parece certo que somos facilmente contagiados pela mentira. Como as teorias da conspira\u00e7\u00e3o, que germinam na internet e que parecem inofensivos gui\u00f5es hollywoodescos, qual in\u00f3cuo passatempo para desentorpecer do confinamento, mas que na verdade t\u00eam um lado muit\u00edssimo perverso \u2013 talvez sem inten\u00e7\u00e3o, conspiram para estorvar&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/coronavirus\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (opens in a new tab)\">o controlo da pandemia<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>No m\u00e9todo cient\u00edfico, o pior dos erros quando se testam hip\u00f3teses \u00e9 \u201cdescobrir\u201d algo que na realidade n\u00e3o existe (um falso positivo \u2013 tecnicamente designa-se de erro do Tipo I). \u00c9 prefer\u00edvel n\u00e3o ter informa\u00e7\u00e3o nenhuma a dispor de uma errada. Aquela que nos indica o mau caminho, que dilui a verdade num mar de falsas conjeturas. \u00c9, por exemplo, \u201cdemonstrar\u201d a efic\u00e1cia de um produto inerte, ou \u201cdesvendar\u201d uma falsa causalidade (na \u00e1rea da nutri\u00e7\u00e3o encontram-se muitos casos destes). Recorrendo \u00e0 analogia de Bertrand Russell, seria \u201cdescobrir\u201d um bule de ch\u00e1 que orbita o nosso planeta.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><em>Precisamos deste h\u00e1bito de \u201chigieniza\u00e7\u00e3o\u201d sobre a falsidade que nos interpela permanentemente. Confinar a propaga\u00e7\u00e3o de fake news e teorias da conspira\u00e7\u00e3o, criar \u201ccord\u00f5es sanit\u00e1rios\u201d nos focos da mentira e interromper as suas cadeias de transmiss\u00e3o secund\u00e1rias. Esta \u00e9 tamb\u00e9m uma responsabilidade individual que a todos concerne<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>As&nbsp;<em>fake news<\/em>&nbsp;e as teorias da conspira\u00e7\u00e3o n\u00e3o testam hip\u00f3teses como no m\u00e9todo cient\u00edfico, confirmam antes logros e alucina\u00e7\u00f5es. Para tal, vasculham a (des)informa\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para fazer valer os seus \u201cfalsos positivos\u201d. As redes sociais, por seu turno, s\u00e3o as sirenes que propagam rapidamente estes falsos alarmes, esse ru\u00eddo que cala a informa\u00e7\u00e3o \u00fatil. Ainda h\u00e1 poucos dias foi publicado na revista&nbsp;<em>Nature<\/em>&nbsp;um estudo que mostra como na \u201ccompeti\u00e7\u00e3o online\u201d no Facebook os grupos antivacinas saem vitoriosos na sua campanha de desinforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a desinforma\u00e7\u00e3o representa este risco, veloz e de grande alcance, n\u00e3o resta outra via que n\u00e3o a de uma incomplacente an\u00e1lise cr\u00edtica sobre a informa\u00e7\u00e3o que nos aborda. Uma que renuncie o quanto poss\u00edvel aos nossos vieses cognitivos e ao apelo da emo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Precisamos tamb\u00e9m deste h\u00e1bito de \u201chigieniza\u00e7\u00e3o\u201d sobre a falsidade que nos interpela permanentemente. Confinar a propaga\u00e7\u00e3o de&nbsp;<em>fake news<\/em>&nbsp;e teorias da conspira\u00e7\u00e3o, criar \u201ccord\u00f5es sanit\u00e1rios\u201d nos focos da mentira e interromper as suas cadeias de transmiss\u00e3o secund\u00e1rias. Reencaminhar a desinforma\u00e7\u00e3o \u00e9 dar-lhe velocidade e alcance. Esta \u00e9 tamb\u00e9m uma responsabilidade individual que a todos concerne. Certamente, n\u00e3o fazer como o governo brit\u00e2nico, ignorando o problema e aguardar por um g\u00e9nero de \u201cimunidade de grupo\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>Durante esta pandemia \u00e9 fundamental recorrermos a fontes fidedignas de informa\u00e7\u00e3o. Desde os organismos p\u00fablicos dedicados \u00e0 luta contra a covid-19 (por exemplo,&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/covid19.min-saude.pt\/\" target=\"_blank\">https:\/\/covid19.min-saude.pt\/<\/a>), \u00e0 pr\u00f3pria Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.who.int\/emergencies\/diseases\/novel-coronavirus-2019\" target=\"_blank\">https:\/\/www.who.int\/emergencies\/diseases\/novel-coronavirus-2019<\/a>) e ao Centro Europeu de Preven\u00e7\u00e3o e Controlo das Doen\u00e7as (<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.ecdc.europa.eu\/en\/covid-19-pandemic\" target=\"_blank\">https:\/\/www.ecdc.europa.eu\/en\/covid-19-pandemic<\/a>). Por fim, \u00e9 tamb\u00e9m desej\u00e1vel que se privilegie a evid\u00eancia que seja gerada pela Academia e os Centros de Investiga\u00e7\u00e3o que tenham reconhecidamente os recursos e o&nbsp;<em>expertise<\/em>&nbsp;na \u00e1rea, nomeadamente da epidemiologia e sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>A ado\u00e7\u00e3o dos resultados do ensaio cl\u00ednico de Lind teve o seu efeito, mas foi bastante demorada (cerca de 50 anos mais tarde). Na falta de um cen\u00e1rio contrafactual, que mostre o percurso da Hist\u00f3ria decorrente da mudan\u00e7a de um evento passado, houve quem refletisse sobre o benef\u00edcio perdido para Inglaterra por este atraso. \u00c9 que durante esses 50 anos muito aconteceu. Por exemplo, o que teria acontecido ao processo de independ\u00eancia dos Estados Unidos com uma marinha brit\u00e2nica mais eficaz, aquela que mais tarde sairia vitoriosa na Batalha de Trafalgar [4]?<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 que h\u00e1 sempre um pre\u00e7o a pagar quando nos afastamos de decis\u00f5es baseadas na evid\u00eancia. No enredo da causa e do efeito da desinforma\u00e7\u00e3o chegam a perder-se batalhas que s\u00e3o irrecuper\u00e1veis. E isso n\u00e3o \u00e9 nenhuma&nbsp;<em>fake news<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">__<br>[1]&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (opens in a new tab)\" href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/culture\/food\/the-plate\/2014\/10\/01\/history-lemons\/\" target=\"_blank\">https:\/\/www.nationalgeographic.com\/culture\/food\/the-plate\/2014\/10\/01\/history-lemons<\/a><br>[2]&nbsp;Twyman R A.,<em>&nbsp;A brief history of clinical trials.2004.&nbsp;<\/em>Bhatt A.,<em>&nbsp;Evolution of Clinical Research: A History Before and Beyond James Lind<\/em><br>[3] <a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (opens in a new tab)\" href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/29590045\" target=\"_blank\"><em>The&nbsp;spread&nbsp;of&nbsp;true&nbsp;and&nbsp;false&nbsp;news&nbsp;online<\/em>.<\/a>&nbsp;Vosoughi S, Roy D, Aral S.&nbsp;<em>Science<\/em>. 2018 Mar 9;359(6380):1146-1151<br>[4]&nbsp;C.C. Lloyd<em>, The Conquest of Scurvy. The British Journal for the History of Science.&nbsp;<\/em>1963Loyd CC,&nbsp;<em>Victualling of the fleet in the eighteenth and nineteenth centuries<\/em>. In: Watt J, Freeman EJ, Bynum WF, eds.&nbsp;<em>Starving Sailors: The Influence of Nutrition upon Naval and Maritime History<\/em>. London: National Maritime Museum; 1981:9\u201315 (12) <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><br>*Artigo publicado no <a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"P\u00fablico (opens in a new tab)\" href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2020\/06\/14\/opiniao\/opiniao\/causa-efeito-pandemia-desinformacao-1919583\" target=\"_blank\">P\u00fablico<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">**<br><strong>Pedro Laires<\/strong> Epidemiologista da Escola Nacional de Sa\u00fade P\u00fablica &#8211; Universidade NOVA de Lisboa<br><strong>Carla Nunes<\/strong> Estatista e Diretora da Escola Nacional de Sa\u00fade P\u00fablica &#8211; Universidade NOVA de Lisboa<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-text-align-right has-small-font-size has-cyan-bluish-gray-color\">Photo by <a href=\"https:\/\/unsplash.com\/@enginakyurt?utm_source=unsplash&amp;utm_medium=referral&amp;utm_content=creditCopyText\">engin akyurt<\/a> on <a href=\"\/?utm_source=unsplash&amp;utm_medium=referral&amp;utm_content=creditCopyText\">Unsplash<\/a> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>17 jun 2020 Pedro Laires e Carla Nunes**Escola Nacional de Sa\u00fade P\u00fablica, Universidade NOVA de Lisboa Se a desinforma\u00e7\u00e3o representa este risco, veloz e de grande alcance, n\u00e3o resta outra via que n\u00e3o a de uma incomplacente an\u00e1lise cr\u00edtica sobre a informa\u00e7\u00e3o que nos aborda. Uma que renuncie o quanto poss\u00edvel aos nossos vieses cognitivos &#8230; <a title=\"A causa e o efeito da pandemia da desinforma\u00e7\u00e3o\" class=\"read-more\" href=\"https:\/\/covid360.unl.pt\/?p=2575\">Ler mais <span class=\"screen-reader-text\">A causa e o efeito da pandemia da desinforma\u00e7\u00e3o<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[5],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/covid360.unl.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2575"}],"collection":[{"href":"https:\/\/covid360.unl.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/covid360.unl.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/covid360.unl.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/covid360.unl.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2575"}],"version-history":[{"count":20,"href":"https:\/\/covid360.unl.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2575\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2599,"href":"https:\/\/covid360.unl.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2575\/revisions\/2599"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/covid360.unl.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2575"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/covid360.unl.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2575"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/covid360.unl.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2575"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}