Ainda o Teletrabalho e a (Tele)Responsabilidade do (Tele)Empregado e do (Tele)Empregador!

12 jul 2020

António de Sousa Uva
Especialista em Imunoalergologia e em Medicina do Trabalho
Professor Catedrático da ENSP-NOVA

As medidas de isolamento físico adoptadas nos últimos quatro meses obrigaram ao recurso, em muitas situações, ao teletrabalho como uma das estratégias de contenção (e de mitigação) da infeção por SARS-CoV-2 (COVID-19). Tal realizou-se sem qualquer preparação das suas habitações, que passaram também a locais de trabalho “improvisados” para, por exemplo, não voltar a referir os importantes desafios, em muitos casos, da gestão direta pelos trabalhadores do seu tempo e do seu horário de trabalho.

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Teletrabalho e Saúde Ocupacional: O que tem que ser tem muita força, mas pode ter custos para a Saúde!

11 jul 2020

António de Sousa Uva
Especialista em Imunoalergologia e em Medicina do Trabalho
Professor Catedrático da ENSP-NOVA

O teletrabalho é uma forma de trabalho muito peculiar. De facto, quando nos referimos ao trabalho podemos ter diversas perspectivas, mas uma das mais habituais associa-se ao conceito de trabalho “assalariado”: entre outros, fazer uma coisa concreta por solicitação da entidade patronal com uma determinada finalidade, num determinado local de trabalho com as condições proporcionadas pelo patrão, num determinado horário e a troco de uma determinada remuneração.

O teletrabalho é uma designação com cerca de meio século, reportando-se ao trabalho fora das instalações das empresas ou de outras organizações o que determina o recurso, quase obrigatório, a diversas formas de entrega do trabalho solicitado.

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Remote learning e formação online

10 jul 2020

Marta Pimentel
Diretora executiva de Learning & Development da Nova SBE Executive Education

O mundo pós-Covid-19 contribuiu de forma inequívoca para uma maior abertura ao universo digital. 

É um verdadeiro – não diria ainda maravilhoso – mundo novo, que impacta a humanidade de forma determinante, na medida em que altera todas as rotinas: sociais, profissionais, familiares e individuais.

A educação é um destes universos de profunda mudança, sendo que a grande maioria dos players globais deste setor deu um mergulho profundo no universo online. Os mais entusiastas e early adopters afirmam que são mudanças que vieram para ficar, os mais céticos e conservadores suspiram para que esta onda passe e o mundo volte a ser como sempre o conheceram. No meio, certamente, estará a virtude, o que significa que, possivelmente, se abre um futuro blended.

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COVID-19 & Metabolismo – O papel da enzima de conversão da angiotensina 2

9 jul 2020

Inês Barreiros Mota
Nutrição e Metabolismo
NOVA Medical School | Faculdade de Ciências Médicas

A enzima de conversão da angiotensina 2, mais conhecida pelo acrónimo ECA2 (ACE2- Angiotensin-converting enzyme 2), tem merecido destaque na comunidade científica na situação atual da pandemia coronavírus-19 (COVID-19). A ECA2 é uma ectoenzima ancorada na membrana citoplasmática, está inserida na membrana celular, apresenta atividade catalítica sobre diferentes substratos, e quando submetida à ação de metaloproteínases, como ADAM17, perde o seu domínio exterior dando origem à ECA2 solúvel.

A ECA2 foi identificada em 2000 no decorrer das investigações sobre as enzimas, os peptídeos e os recetores envolvidos no Sistema Renina-Angiotensina (SRA). De facto, a sua principal função é a contra regulação da ativação do SRA, sendo responsável pela conversão da Angiotensina I em Angiotensina 1-9 e, principalmente, da Angiotensina II em Angiotensina 1-7.

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Covid-19 e populações migrantes: mais inclusão, menos barreiras, maior proteção

8 jul 2020

Sónia Dias, Vasco Ricoca Peixoto, Raquel Vareda, Ana Gama e Alexandre Abrantes
Escola Nacional de Saúde Pública

Ensaio. Entre os mais vulneráveis na pandemia estão alguns grupos de migrantes, de minorias étnicas e de pessoas com condições socioeconómicas mais precárias. Como podemos aumentar a sua proteção?

No combate à pandemia da Covid-19, indivíduos, famílias, comunidades, sistemas de saúde e países enfrentam um problema comum: como quebrar a cadeia de transmissão e reduzir o impacto nos serviços de saúde, na sociedade e na economia. Na procura de uma resposta rápida face a uma epidemia imprevisível, para a qual ninguém estava preparado, têm sido desenvolvidos esforços nacionais para a unidade, solidariedade e proteção, procurando que nenhum grupo da população seja esquecido ou “deixado para trás”.

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Lisboa, mobilidade e casos da COVID-19 – Vivendo com o coronavírus

7 jul 2020

Pedro Pita Barros
Professor Catedrático da Nova SBE, Universidade NOVA de Lisboa

Tem ganho destaque nos últimos tempos o crescimento do número de casos de COVID-19 na zona de Lisboa. Diversas explicações têm sido avançadas, mas sem haver ainda uma clara definição do que está por detrás desse crescimento. Considerando o período desde 11 de maio (uma semana depois do início do processo de reabertura da sociedade e da economia), verifica-se a regularidade de um crescimento linear do número de novos casos. É um crescimento pequeno, quando visto em média diária de acréscimo, mas persistente. Ao fim de 7 semanas já quase duplicou o número de novos casos (por dia) em média. Não sendo ainda uma situação de emergência, é claramente uma evolução que se torna necessário travar.

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Lições da pandemia

2 jul 2020

José João Abrantes
Professor Catedrático da NOVA School of Law
Pró-Reitor da Universidade NOVA de Lisboa

Há que rejeitar as teses que apregoam que a resposta à crise sanitária tem de ser mais pobreza e menos direitos. A resposta tem, sim, de passar pelo reforço do Serviço Nacional de Saúde e por uma segurança social pública robusta e eficaz. Ou seja, um Estado Social forte que proteja todos, sobretudo os mais carenciados, para que ninguém fique para trás, porque não há liberdade a sério com fome, desemprego e doença

Uma das marcas das últimas décadas tem sido a acentuação das desigualdades sociais, agora à mostra de todos face à crise pandémica, a qual fez acelerar a quebra de rendimentos e o desemprego, sendo as suas maiores vítimas os trabalhadores e as micro e pequenas empresas. Muitos trabalhadores, sobretudo aqueles que têm vínculos precários, foram despedidos e muitos perderam uma parte substancial dos seus rendimentos.

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Covid-19 em África: um sucesso ou uma tragédia anunciada?

19 jun 2020

Cátia Batista e Pedro Vicente
Directores Científicos do Centro NOVAFRICA
Professores na Nova SBE

A implementação muito rápida de medidas políticas de combate à covid-19 poderá ser uma boa parte da explicação do “sucesso africano” nesta pandemia. Mas não são ainda claras todas as suas consequências diretas e indiretas, bem como a sustentabilidade a prazo destas medidas.

O coronavírus instalou-se em África de forma mais ligeira do que no resto do mundo. Os casos de doença confirmada são algumas centenas de milhares, as mortes registadas como resultado da covid-19 não chegam a uma dezena de milhar. Mas ninguém consegue dizer ao certo quantos são os afetados pelo vírus e as mortes causadas por esta doença. O número de testes efetuados é muito limitado. Os sistemas de saúde no continente não têm capacidade para diagnosticar ou tratar a maior parte das doenças mesmo em tempos normais.

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Off-line

18 jun 2020

José Ferreira Machado
Professor de Economia
Vice-Reitor da Universidade NOVA de Lisboa

A academia portuguesa não deve sentir-se ameaçada “pelo que aí vem”. A importância da experiência de socialização é uma ótima notícia quanto à capacidade de continuar a atrair estudantes internacionais.

O encerramento das instituições de Ensino Superior levou a que professores e alunos tivessem experimentado, muitas vezes pela primeira vez, o ensino à distância. O dar aulas no Anfiteatro ABC no edifício XPTO, foi substituído pelas salas virtuais do MOODLE, ZOOM ou SKYPE. A experiência foi muito variada: uns gostaram, outros não; não funcionou igualmente bem para todas as disciplinas; a infraestrutura nem sempre esteve à altura; e mais estudantes do que esperado não tiveram acesso de qualidade aos meios informáticos indispensáveis.

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A causa e o efeito da pandemia da desinformação

17 jun 2020

Pedro Laires e Carla Nunes**
Escola Nacional de Saúde Pública, Universidade NOVA de Lisboa


Se a desinformação representa este risco, veloz e de grande alcance, não resta outra via que não a de uma incomplacente análise crítica sobre a informação que nos aborda. Uma que renuncie o quanto possível aos nossos vieses cognitivos e ao apelo da emoção. 

Napoleão teria estado mais próximo de invadir Inglaterra não fosse a evidência epidemiológica disponível à data [1]. Cerca de dois séculos depois, numa altura em que a quantidade de informação não encontra precedente na história, um vírus invadiu rápida e facilmente o mesmo país, muito a reboque de um governo que preferiu ignorar o que o conhecimento epidemiológico indicava.

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